Suely Rolnik

Suely Rolnik é psicanalista, crítica cultural, curadora e pensadora. Graduada em Sociologia e Filosofia pela Université Paris VIII e em Ciências Humanas Clínicas pela Université Paris VII. É Doutora em Psicologia Social pela PUC-SP e Mestre em Ciências Humanas Clínicas Université Paris VII. É Docente...

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Suely Rolnik é psicanalista, crítica cultural, curadora e pensadora. Graduada em Sociologia e Filosofia pela Université Paris VIII e em Ciências Humanas Clínicas pela Université Paris VII. É Doutora em Psicologia Social pela PUC-SP e Mestre em Ciências Humanas Clínicas Université Paris VII. É Docente titular da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, onde fundou o Núcleo de Estudos da Subjetividade no Programa de Estudos Pós-graduados de Psicologia Clínica. Foi docente convidada do Programa de Estudios Independentes (PEI) do Museu d’Art Contemporani de Barcelona (MacBA) e participou da fundação do Master Oficial em História del Arte Contemporánea y Cultura Visual, Universidad Autónoma de Madri e Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía (MNCARS). É autora, entre outros livros, de Micropolítica: Catografías del Deseo, com a colaboração de Félix Guattari. Há mais de três décadas seus ensaios vem sendo publicados em várias línguas, além de proferir conferencias e fazer oficinas clínico-político-culturais em vários países. Foi uma das fundadoras da Red Conceptuaismos del Sur e membro do conselho consultivo da curadoria da 31ª Bienal de São Paulo e do jurado do Premio Casa de las Americas (Cuba, 2014). Atualmente é membro do jurado do Prince Claus award for culture and development (Holanda, 2015-2017). Desde 1997 vem participando do circuito crítico internacional na arte contemporânea. Neste âmbito, destaca-se o Arquivo para uma obra-acontecimento criado e desenvolvido entre 2003 e 2011, projeto de pesquisa e ativação da memória corporal das proposições artísticas de Lygia Clark e seu contexto, no qual realizou 65 filmes de entrevistas no Brasil, na França, na Inglaterra e nos EUA. O arquivo foi o nervo central de uma retrospectiva da obra de Lygia Clark da qual Rolnik foi curadora com C. Diserens (Musée de Beaux-arts de Nantes, 2005, e Pinacoteca do Estado de São Paulo, 2006). Uma caixa contendo 20 DVDs e um livreto foi realizada na França, em 2011 (Carta Branca/Presse Du réel) e no Brasil (Cinemateca Brasileira-MinC e SESC-SP).

O foco das investigações de Suely Rolnik está nas políticas de desejo em diferentes contextos, abordadas de uma perspectiva teórica transdisciplinar, indissociável  de uma pragmática clínica, política  e cultural. Tal perspectiva orienta suas práticas de consultório, curadoria, aulas, conferencias, laboratórios e publicações. Para ela a arte põe o mundo em obra, reconfigurando sua paisagem. Seu pensamento agita a realidade, dissolve algumas formas ao passo que engendra outras; convoca-nos a um olhar transdisciplinar, propõe a construção de territórios de existência e de contornos cambiantes de subjetividade – dessa de que somos feitos; trabalha com essa ideia de capacidade subcortical onde o outro é presença viva, feita de uma multiplicidade plástica de forças que pulsam em nossa textura sensível.